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13/04/2026
Março de 2026 foi um mês difícil para os mercados, mas os resultados do Sebrae Previdência podem ser considerados positivos diante do cenário. A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou a volatilidade global, pressionou bolsas, juros e commodities, e aumentou a cautela dos investidores ao longo de todo o mês. Mesmo assim, o Sebrae Previdência consolidado rendeu 0,40% em março, resultado muito próximo do IPCA-15 de 0,44%. Em um ambiente em que grande parte dos ativos de mercado sofreu perdas, terminar o mês perto da inflação já representa um desempenho relevante.
No plano Sebraeprev, os perfis refletiram o comportamento esperado para cada nível de risco. O perfil Conservador teve retorno de 0,71% e superou a inflação do mês. O Moderado registrou 0,34%, ficando levemente abaixo do IPCA-15. Já o Arrojado fechou março em -0,08%, sentindo mais diretamente os efeitos da piora dos ativos de risco. Esse movimento foi coerente com o comportamento dos mercados no período, em que o Ibovespa caiu 0,70%, o S&P 500 recuou 5,09%, os fundos imobiliários perderam 1,06% e o IHFA caiu 3,42%.
Nos outros dois planos, o destaque foi o Valor Empresarial, que rendeu 0,67% no mês e também ficou acima da inflação. O Valor Previdência registrou 0,24%. Os resultados mostram que, mesmo em um mês marcado por forte instabilidade externa, os planos mantiveram desempenho compatível com suas estratégias e preservaram a consistência da gestão.
Quando se observa um horizonte mais longo, que é o mais importante para a previdência, os números seguem bastante consistentes. Em 72 meses, o perfil Conservador acumula 78,78%, o Moderado 77,95%, o Arrojado 81,70% e o Valor Previdência 77,32%, todos bem acima da inflação acumulada de 40,39%. No mesmo período, o CDI ficou em 76,91%, o que reforça que os perfis e planos com histórico disponível continuam entregando ganho real e crescimento das reservas ao longo do tempo.

CENÁRIO MACROECONÔMICO
Março foi dominado pelo impacto da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que se tornou o principal fator de pressão sobre os mercados globais. O choque mais importante veio do petróleo: com o fechamento do Estreito de Ormuz e a piora das tensões no Oriente Médio, o Brent saltou de cerca de US$ 65 para mais de US$ 115 por barril nas primeiras semanas do conflito. Esse movimento levou investidores a revisar para cima as expectativas de inflação e a reduzir a perspectiva de queda de juros nas principais economias. No fim do mês, houve algum alívio, mas o petróleo ainda seguia em patamar elevado e o ambiente permanecia incerto até 31 de março.
Nos Estados Unidos, esse cenário pressionou fortemente os ativos. O S&P 500 caiu 5,09% em março, enquanto o mercado passou a praticamente descartar cortes de juros pelo Federal Reserve em 2026. O principal efeito da guerra foi justamente a reprecificação da curva de juros: com o petróleo em alta e mais risco inflacionário, aumentou a expectativa de juros altos por mais tempo. Esse movimento afetou não só as bolsas americanas, mas também títulos, moedas e outros ativos sensíveis à política monetária.
O impacto também se espalhou pelos demais mercados globais. O MSCI World recuou 6,6% no mês, a Europa sofreu com alta das taxas e piora das perspectivas de crescimento, e o aumento dos custos de energia reacendeu o temor de estagflação em várias economias. O ambiente internacional ficou marcado por uma combinação difícil: crescimento mais fraco, inflação mais pressionada e menor visibilidade para os próximos passos dos bancos centrais.
No Brasil, o Ibovespa caiu 0,70%, mas teve desempenho melhor do que o observado em boa parte do exterior. O fluxo estrangeiro para a bolsa ajudou a sustentar os ativos locais, mas o maior impacto veio do mercado de juros. A expectativa para a inflação de 2026 subiu ao longo do mês, e o Banco Central optou por iniciar a queda da Selic com um corte menor, de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,75%. Como os títulos de renda fixa marcados a mercado têm peso importante nas carteiras de previdência, essa alta das taxas ajudou a explicar os resultados mais modestos de março. Ainda assim, o cenário de médio prazo continua apoiado por juros ainda elevados, preços mais atrativos dos ativos brasileiros e perspectiva de continuidade do processo de queda da Selic, mesmo que de forma mais cautelosa.
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